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Perguntas e Respostas
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Dúvidas sobre o câncer de mama
Você pode fazer a prevenção do câncer de mama adotando alguns hábitos saudáveis para diminuir os fatores de risco controláveis da doença, como:
  • Evitar bebida alcoólica e cigarro: o consumo de álcool e o tabagismo aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama;
  • Manter o peso: o sobrepeso e a obesidade aumentam as chances da doença, principalmente depois da menopausa. Portanto, tenha uma alimentação balanceada;
  • Praticar exercícios físicos: exercitar-se diminui o risco do câncer de mama. Busque uma atividade que goste de fazer para que seja algo prazeroso, como dança, corrida, natação, mas lembre-se de consultar o médico antes de começar a prática;
  • Amamentar: caso tenha filhos, não deixe de amamentá-los. Estudos apontam que a amamentação pode reduzir as chances da doença, principalmente se for feita de um a dois anos;
  • Evitar uso de hormônios sintéticos: terapia hormonal, por exemplo. Fale com seu médico sobre a necessidade de realizá-la, assim como o uso de anticoncepcionais.
Os exames que constatam o câncer de mama antes de haver qualquer sintoma não previnem a doença, mas são fundamentais para a detecção precoce. Por isso, converse com seu médico sobre o autoexame e a necessidade de fazer a mamografia.
​​​​​​​Referências
Os fatores de risco para o câncer de mama aumentam as chances de desenvolver a doença. São classificados em não controláveis, que não há como evitar, e controláveis, que podem ser prevenidos. Veja quais são:
Fatores de risco não controláveis para o câncer de mama
  • Gênero: mulheres têm mais chances de desenvolver o câncer de mama do que homens;
  • Idade: a maioria dos casos ocorre acima dos 50 anos;
  • Genética: cerca de 5% a 10% dos casos são hereditários. Além disso, o risco da doença é maior para mulheres que têm ou tiveram parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha, com câncer de mama;
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos: mulheres que tiveram mais ciclos menstruais foram mais expostas aos hormônios femininos e, por isso, podem ter mais chance de desenvolver a doença;
  • Primeira gravidez após os 30 anos: a gravidez tardia aumenta o risco do câncer de mama;
  • Menopausa após os 55 anos: é o mesmo caso da menstruação precoce. Quanto mais ciclos menstruais, mais exposição aos hormônios femininos.

Fatores de risco controláveis para o câncer de mama

    • Consumo de álcool;
    • Tabagismo;
    • Sedentarismo;
    • Sobrepeso ou obesidade;
    • Terapia hormonal;
    • Anticoncepcionais hormonais;
    • Exposição à radiação ionizante ou ultravioleta;
    • Não ter amamentado.
    Referências
    A mamografia é um exame que detecta precocemente o câncer de mama, ou seja, a doença é constatada antes do nódulo ser palpável ou de haver qualquer sintoma. Quanto mais cedo a descoberta, mais chances de cura.
    Mulheres de 40 a 49 anos devem fazer uma mamografia por ano, já quem tem de 50 a 69 anos deve fazer o exame a cada dois anos. Não é recomendado fazer a mamografia fora dessas faixas etárias, pois os riscos superam os benefícios.
    Atenção! Se você tem algum fator de risco para o câncer de mama, como histórico familiar, converse com o seu médico para definir quando e como rastrear a doença. Somente ele pode solicitar o exame mais adequado para o seu caso.
    Referências
    Para fazer o autoexame das mamas, você deve palpá-las totalmente em pé e deitada, assim como a região das axilas. Não se preocupe, pois não há uma técnica específica. Enquanto faz o toque com os dedos, observe a aparência e o contorno dos seios em frente a um espelho.
    O autoexame ajuda a mulher a conhecer a estrutura das mamas para poder avaliar melhor o que, de fato, é normal ou não. Fica mais fácil notar alterações, como mudança na textura da pele, no formato do mamilo e até o surgimento de um possível nódulo. Se perceber qualquer modificação, consulte o médico.
    O autoexame pode ser feito sempre que você se sentir confortável, mas procure realizá-lo uma semana depois do fim da menstruação. Uma vez por mês pode ser o suficiente. Vale ressaltar que o autoexame das mamas não substitui o exame clínico feito pelo médico uma vez por ano.
    Referências
    Um caroço na mama é um nódulo, mas não significa, necessariamente, que é maligno, ou seja, câncer de mama. Um nódulo pode ser uma alteração benigna, como cisto, fibroadenoma (crescimento exagerado de glândulas produtoras de leite e de tecido da mama) e lipoma (acúmulo de gordura), comum em mulheres de qualquer idade.​​​​​​​
    Portanto, não sofra por antecipação, consulte o médico para que possa definir a melhor conduta para o seu caso. Ele saberá o(s) exame(s) e o tipo de tratamento mais adequado a você.​​​​​​​
    Referências
    Procure um médico caso note algum dos sinais e sintomas:​​​​​​​
    • Caroço fixo que geralmente não causa dor;
    • Pele do seio avermelhada, retraída ou parecida com a textura de uma casca de laranja;
    • Mudanças no formato do mamilo;
    • Saída de líquido pelo mamilo.
    Atenção! Apresentar um ou mais destes sinais e sintomas não significa, necessariamente, que você tenha câncer de mama. Caroços podem ser alterações benignas, por exemplo. Somente o médico poderá definir a melhor conduta para o seu caso.
    Referências
    Se você observar alguma mudança nos seios, deve procurar o mastologista, médico especialista que trata das mamas. Ele fará o exame clínico e, possivelmente, pedirá um ou mais exames de imagem para investigar melhor o caso. A partir de então, poderá definir o tratamento mais adequado.
    Caso não tenha um mastologista de confiança, pode pedir orientação ao seu ginecologista, médico especialista que cuida da saúde da mulher.
    Referências
    Se você tiver alguma alteração nos seios, como nódulo ou mudança de textura da pele, o mastologista, além de fazer o exame clínico para avaliar as condições das mamas, pedirá um ou mais exames de imagem, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética, para investigar melhor o caso.
    A partir do resultado, caso a presença do nódulo seja confirmada, o mastologista pedirá que você faça uma biópsia para verificar se é benigno ou maligno. Somente após esse exame, o diagnóstico será concluído.​​​​​​
    Referências
    A biópsia é um exame que retira parte do nódulo por meio de uma agulha ou de uma pequena cirurgia. O material coletado é analisado pelo médico patologista que verifica se o nódulo é benigno ou maligno. Somente a partir desse exame é possível concluir o diagnóstico de câncer.
    No caso de suspeita de câncer de mama, pode ser aplicada anestesia local que evita a dor. Geralmente a mulher sente apenas uma pressão nos seios durante o exame.​​​​​​​
    Referências
    Conheça os tipos de câncer de mama mais comuns:​​​​​​​
    Carcinoma ductal in situ: atinge os canais que levam o leite, chamados de ductos mamários, não afeta outros tecidos, mas pode haver vários focos na mesma mama. Considerado câncer de mama pré-invasivo ou não invasivo, representa cerca de 20% dos novos casos.
    Carcinoma lobular in situ: nasce nas glândulas produtoras de leite, chamadas de lóbulos mamários, não atinge outros tecidos, mas pode haver vários focos na mesma mama. Equivale de 2% a 6% dos casos.
    Carcinoma ductal invasivo: começa nos ductos mamários, mas pode atingir outros tecidos, assim como outros órgãos. É o tipo mais comum de câncer de mama, corresponde a cerca de 70% dos cânceres invasivos.
    Carcinoma lobular invasivo: afeta os lóbulos mamários, mas pode alcançar outros tecidos, assim como outros órgãos. Esse tipo de câncer pode ser mais difícil de ser encontrado na mamografia do que o carcinoma ductal invasivo. Representa cerca de 10% dos cânceres invasivos.
    Existem ainda o carcinoma inflamatório, a doença de Paget, o tumor filóide e o angiosarcoma, tipos de câncer de mama mais raros, que representam uma parcela muito pequena de casos
    Referências
    Após receber o diagnóstico de câncer de mama, você precisa de um tempo para digerir a notícia, entender seus sentimentos e absorver todas as informações. Depois de ter esse momento, você deve tomar algumas providências, como:​​​​​​​
    Discutir o tratamento: converse com seu médico sobre todas as opções de tratamento para seu caso, assim como os possíveis efeitos colaterais. Isso ajudará a decidir o que é melhor para suas necessidades.
    Carcinoma lobular in situ: nasce nas glândulas produtoras de leite, chamadas de lóbulos mamários, não atinge outros tecidos, mas pode haver vários focos na mesma mama. Equivale de 2% a 6% dos casos.
    Ouvir uma segunda opinião: é um direito seu consultar um segundo médico para conversar sobre os tratamentos adequados para o seu caso. Isso pode fazer você se sentir mais confiante a respeito do tratamento que escolher.​​​​​​
    Referências
    Existem dois tipos de tratamento para o câncer de mama que reúnem técnicas diferentes:​​​​​​​
    Tratamento local:
    • Mastectomia: retirada parcial ou total da mama por meio de cirurgia;
    • Radioterapia: radiações ionizantes, como o raio-x, combatem o tumor;
    • Reconstrução da mama: tem um importante papel emocional no tratamento.
    Tratamento sistêmico:
    • ​​​​​​​Quimioterapia: medicamentos atacam as células cancerosas;​​​​​​​
    • ​​​​​​​Hormonioterapia: medicamentos atuam para inibir os hormônios femininos que fazem o tumor crescer;
    • ​​​​​​​Terapia alvo: é um tipo de terapia biológica, na qual substâncias atuam no sistema imunológico. As células cancerosas são destruídas ou impedidas de crescer a partir do seu mecanismo de transformação, responsável por tornar uma célula saudável em cancerosa. Desta forma, as células “normais”, que não foram afetadas pelo câncer, praticamente não são atingidas.
    • ​​​​​​​Imunoterapia: assim como a terapia alvo, o tratamento é um tipo de terapia biológica e age no sistema imunológico. Porém, permite que o corpo encontre e ataque as células cancerosas com mais eficácia.
    Antes de definir o tipo de tratamento, o médico precisará considerar as características do seu tumor, a extensão da doença e algumas condições, como sua idade, o status da menopausa, se tem ou não doenças associadas. Conheça as fases de evolução do câncer de mama:​​​​​
    Estadio I e II: nas fases iniciais, geralmente pode ser feita mastectomia, a retirada parcial ou total da mama. É recomendado fazer logo a reconstrução da mama para reduzir os efeitos físicos e emocionais do tratamento. Pode haver um complemento com radioterapia depois da cirurgia.​​​​​​​
    ​​​​​​​
    Estadio III: tumores com mais de 5 cm, mas que ainda não se espalharam para outros órgãos (metástase). Nestes casos, o tratamento sistêmico é o mais indicado. Após a diminuição do tumor, pode-se aderir ao tratamento local.​​​​​​​
    Estadio IV: quando há metástase, é preciso definir um tratamento que controle a doença e tente prolongar a vida da mulher, com qualidade de vida, sem se esquecer dos possíveis efeitos colaterais.​​​​​​
    Quando o médico sugerir o tratamento mais adequado para o seu caso, é muito importante que você se sinta confortável por mais delicado que o momento seja. A sua opinião importa, e muito. Converse com o médico, fale sobre suas inseguranças e tire todas as dúvidas.​​​​​​​
    Referências
    Graças a um conhecimento melhor da história natural do câncer de mama e das características dos tumores, os tratamentos para a doença estão cada vez mais evoluídos. Quanto antes o câncer de mama for diagnosticado, maiores são as chances de cura.
    Por isso, é tão importante fazer os exames para detecção precoce, como a mamografia, e conhecer os próprios seios por meio do autoexame. Casos detectados em estadios iniciais, por exemplo, têm grande probabilidade de cura, mais de 90%.
    Depois de terminar o tratamento, é necessário ficar cinco anos sem qualquer manifestação da doença para, de fato, ser considerada curada.​​​​​​​
    Referências
    Falar com a família e os amigos sobre o diagnóstico de câncer de mama não é uma tarefa fácil. Você não quer preocupá-los, mas é importante que conversem sobre o assunto. Quando será esse momento, só você pode decidir. Faça quando se sentir confortável, veja o que pode ajudá-la a ficar mais preparada:​​​​​​​
    Decida para quem vai falar: você não precisa contar para todos os familiares e amigos. Pense em quem poderá receber a notícia por telefone e quem precisará estar pessoalmente. Planeje a conversa seja como for.Por isso, é tão importante fazer os exames para detecção precoce, como a mamografia, e conhecer os próprios seios por meio do autoexame. Casos detectados em estadios iniciais, por exemplo, têm grande probabilidade de cura, mais de 90%.
    Seja clara: diga o que precisa exatamente nesse momento. Não espere que perguntem o que você tem ou como se sente. Fale o que está pensando e avise se precisará de ajuda para alguma tarefa do dia a dia.​​​​​​​
    Perguntas: se possível, antecipe as dúvidas e esteja preparada para as mais diversas reações e perguntas que podem surgir.​​​​​
    Adiante os efeitos colaterais: fale sobre a doença, sintomas e os possíveis efeitos colaterais, como a queda de cabelo, para que todos estejam cientes do que pode acontecer.​​​​​​​
    Tranquilize as crianças e adolescentes: se você tem filhos, seja honesta para que tenham otimismo, deem apoio e ajudem você no dia a dia. Além disso, é importante estarem a par das possíveis mudanças na sua aparência e não terem medo de falar sobre a doença.​​​​​​​
    Referências
    O médico responsável por orientar o tratamento, assim como o diagnóstico, é o mastologista, especialista que cuida das mamas. Devido aos tipos de tratamento escolhidos para o seu caso, outros especialistas, como cirurgião, oncologista e radioterapeuta, podem fazer parte da equipe médica.
    Referências
    É muito importante que você converse com o médico sobre os tratamentos para o câncer de mama. Tire todas as dúvidas, isso ajudará a ter confiança para decidir a opção mais adequada. Veja algumas perguntas que podem guiar você durante a consulta:
    • Quais são as opções de tratamento?
    • Qual tratamento você recomenda? Por quê?
    • Qual é o objetivo do tratamento?
    • Em quanto tempo preciso começar o tratamento?
    • Quanto tempo vai durar o tratamento? Onde será realizado?
    • O que devo fazer para me preparar para o tratamento?
    • Quais os riscos e os possíveis efeitos colaterais do tratamento?
    • O que posso fazer para reduzir os efeitos colaterais?
    • Devo fazer alguma alteração na minha alimentação ou no meu estilo de vida durante o tratamento?
    • Como o tratamento afetará meu dia a dia?
    • Poderei trabalhar durante o tratamento?
    • Meu cabelo vai cair? Em caso afirmativo, posso fazer alguma coisa para reduzir a queda?
    • Poderei ter filhos após o tratamento? Poderei amamentar?
    • Quais são as chances do câncer de mama voltar após o tratamento?
    • O que faremos se o tratamento não funcionar ou se a doença voltar?
    Referências
    A duração varia de acordo com o tipo de tratamento, a extensão da doença, as características do tumor e a sua resposta à técnica empregada. Geralmente são combinadas duas modalidades, cirurgia e radioterapia, por exemplo. Somente o médico pode alterar ou indicar o fim do tratamento.
    Referências
    Antes de começar o tratamento do câncer de mama, é importante ter alguns cuidados para que você supere esse momento da melhor forma possível.
    Informe-se: estar inteirada sobre o seu caso desde o diagnóstico pode deixar você mais confiante para fazer o tratamento. A informação prepara você para o que está por vir e evita qualquer tipo de surpresa. Tire suas dúvidas com o médico quantas vezes forem necessárias até que se sinta segura.
    Alimente-se bem: estar bem nutrida e beber bastante água é essencial para melhorar os resultados do tratamento e a sua qualidade de vida. A princípio, você não precisa deixar de comer nada, porém não deve exagerar. Consulte um nutricionista para ter uma alimentação equilibrada, com todos os nutrientes necessários.
    Procure um psicólogo: sentimentos como tristeza, raiva, medo e ansiedade podem surgir e interferir no tratamento. Busque a ajuda de um profissional para falar sobre seu atual momento e poder expressar o que sente, sem sofrer qualquer tipo de julgamento.
    Consulte um dentista: antes de alguns tratamentos, como a quimioterapia, consulte um dentista para prevenir possíveis complicações na boca.
    Referências
    O SUS oferece o tratamento para o câncer de mama, assim como a reconstrução da mama. No entanto, o maior problema é a demora na realização dos procedimentos.
    O tempo é determinante para quem tem a doença. Por isso, algumas despesas podem aumentar com exames de urgência, consultas médicas, medicações e deslocamentos, por exemplo. Isso também pode acontecer se tiver plano de saúde, pois nem tudo é coberto pelas operadoras. Além disso, você pode ter que ficar afastada do trabalho temporariamente.
    Conheça alguns direitos do paciente com câncer que podem ajudar a amenizar as contas durante o tratamento:
    Auxílio-doença: durante o afastamento do trabalho, a paciente, segurada do INSS, recebe uma remuneração. Para ter acesso ao benefício, não pode ter se inscrito no INSS após a descoberta da doença. Funcionários públicos têm regras especiais. Você pode ir a uma agência do INSS ou fazer o requerimento pelo site da instituição.
    Aposentadoria integral: é concedida aos pacientes que forem julgados como incapacitados para o trabalho devido à doença.
    Isenção do Imposto de Renda: os pacientes com câncer podem solicitar que a aposentadoria e pensão fiquem isentas do Imposto de Renda.
    Saque do FGTS: o trabalhador precisa apresentar o laudo com o diagnóstico do câncer para sacar integralmente o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Isso vale para o próprio tratamento ou de dependentes.
    PIS/Pasep: o saque deve ser solicitado junto à Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
    Contribuição previdenciária: o teto de isenção para contribuição previdenciária dos servidores públicos que estejam aposentados por consequência de doenças foi ampliado, reduzindo os valores descontados.
    Transporte urbano: pacientes com câncer tem gratuidade de transporte urbano durante o tratamento.
    Referências

    O SUS cobre os dois tipos de tratamento para o câncer de mama

      • ​​​​​​​Tratamento local: mastectomia parcial ou total, reconstrução da mama e radioterapia;
      • ​​​​​​​Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.
      De acordo com a lei 12.732/12, a paciente tem o direito de começar o tratamento no SUS até 60 dias após a confirmação do diagnóstico ou em prazo menor conforme a necessidade do caso.
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      Atenção! Se não houver o tratamento que você precisa na região onde mora, pode pedir uma ajuda de custo para deslocamento à secretaria de saúde do seu município. A distância precisa ser superior a 50 km da sua casa.
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      Um médico do SUS precisa avaliar o seu caso e indicar a necessidade do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para ter o benefício.
      Referências
      Dúvidas sobre o câncer de mama metastático
      Dor nos ossos pode indicar várias coisas: fratura, osteoporose, que é quando os ossos ficam mais frágeis e até metástase. Mas não sofra por antecipação, informe o desconforto imediatamente ao médico. Ele avaliará o seu caso e definirá o tratamento mais adequado para sanar o problema. Não espere a dor progredir para buscar ajuda médica.
      ​​​​​​​Referências
      Náuseas e vômitos podem indicar diferentes problemas de saúde: infecção alimentar, ansiedade e até câncer ou metástase no fígado e no cérebro. Porém, não sofra por antecipação, informe o desconforto imediatamente ao médico. Ele avaliará o seu caso e definirá o tratamento mais adequado para sanar o problema. Não espere os sintomas piorarem para buscar ajuda médica.
      Referências
      Dor de cabeça pode ser causada por vários motivos, como estresse e enxaqueca, ou por problemas de saúde mais graves, como aneurisma, câncer ou metástase no cérebro. Mas não sofra por antecipação, informe o desconforto imediatamente ao médico. Ele avaliará o seu caso e definirá o tratamento mais adequado para sanar o problema. Não espere a dor piorar para buscar ajuda médica.
      Referências
      Tosse crônica pode ser desencadeada por diversas causas, desde uma gripe ou resfriado até problemas mais sérios, como tuberculose, câncer ou metástase no pulmão. No entanto, não sofra por antecipação, informe o desconforto imediatamente ao médico. Ele avaliará o seu caso e definirá o tratamento mais adequado para sanar o problema. Não espere a tosse evoluir para buscar ajuda médica.
      Referências
      Quem já teve câncer de mama pode ter uma recidiva, ou seja, o retorno da doença. O câncer pode voltar na mama oposta, se você passou por uma mastectomia total no tratamento inicial, ou em outra parte do corpo, a chamada metástase.
      Por exemplo, se o câncer chegou aos pulmões, o tumor metastático é formado por células cancerosas da mama e não do pulmão. Isso é constatado pelo médico patologista a partir de uma análise microscópica.
      Referências
      Se você já teve câncer de mama e sentir qualquer desconforto, deve informar o médico responsável pelo seu acompanhamento, pode ser o mastologista ou o oncologista. Ele fará o exame clínico e, possivelmente, pedirá um ou mais exames de imagem para investigar melhor o caso. A partir de então, poderá definir o tratamento mais adequado.
      Se nunca teve nenhum tipo de câncer, procure seu médico de confiança para relatar o que está sentindo. Ele poderá orientar você melhor caso tenha que buscar um especialista.
      Referências
      O câncer de mama metastático é aquele que estava originalmente no seio e atinge outras partes do corpo, chamadas de metástases, enquanto o câncer de mama afeta somente o órgão de origem. O câncer de mama metastático pode se espalhar para o pulmão, cérebro, ossos, entre outros locais.
      Se o câncer chegou ao fígado, por exemplo, o tumor metastático é formado por células cancerosas da mama e não do fígado. Isso é constatado pelo médico patologista a partir de uma análise microscópica.
      Referências
      As partes do corpo mais comuns de serem atingidas por metástase do câncer de mama são ossos, cérebro, pulmão e fígado. Veja quais são os principais sinais e sintomas:
      Ossos: a metástase óssea pode causar muitas dores, cansaço, fraturas e compressão da medula espinhal devido à fragilidade dos ossos.
      Cérebro: a metástase cerebral pode causar dor de cabeça, mudanças na personalidade (ficar ansiosa, deprimida ou desinibida, por exemplo), perda de equilíbrio, dificuldade para se concentrar, falar, se expressar, falta de coordenação e convulsões.
      Pulmão: a metástase pulmonar pode causar tosse, falta de ar, dor, cansaço, náuseas, perda de peso e apetite.
      Fígado: a metástase hepática pode causar dor, náuseas ou vômitos, cansaço ou fraqueza, perda de peso e apetite, pele e olhos amarelados, coceira e alterações na pele.
      Se você sentir um ou mais destes sinais e sintomas não significa, necessariamente, que seja metástase do câncer de mama. No entanto, informe imediatamente ao médico para que avalie o seu caso. Não espere o desconforto progredir.
      Referências
      As modalidades de tratamento são as mesmas tanto para o câncer de mama metastático quanto para o não metastático: radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia alvo. O objetivo é evitar que a doença evolua e, assim, prolongar o tempo de vida.
      Como o câncer de mama metastático responde a diferentes combinações de medicamentos, pode precisar mudar o tratamento com frequência. Você terá que aprender a conviver com ele.
      Em paralelo ao tratamento tradicional, cuidados paliativos podem ajudar a melhorar a sua qualidade de vida. Esse conjunto de técnicas auxilia na resolução de problemas físicos, mentais, emocionais, sociais e espirituais. A abordagem dos cuidados paliativos olha para você com um todo e ajuda desde a minimizar os efeitos colaterais do tratamento até melhorar o relacionamento com a sua família.
      Dependendo do local da metástase, você pode usar algumas medicações ou se submeter a alguma cirurgia. No caso de metástase óssea, são muito usados os agentes estabilizadores, medicamentos que atuam no fortalecimento dos ossos e aliviam as dores. A cirurgia pode ser necessária para prevenir alguma fratura ou bloqueio de células cancerosas no fígado, por exemplo.
      Atenção! Somente o médico pode definir essas condutas, baseado na avaliação do seu caso.
      Referências
      A cirurgia não é muito usada nos casos de câncer de mama metastático. Quando a doença progride na mama, a cirurgia pode ser indicada para diminuir a carga tumoral e melhorar a qualidade de vida da mulher. Estudos mostram que também pode prolongar o tempo de vida, porém essa é uma questão que ainda divide opiniões entre os médicos.
      Cirurgias podem ser indicadas para tratar algum problema causado pela metástase. Podem prevenir alguma fratura óssea ou bloqueio de células cancerosas no fígado, por exemplo.
      Atenção! Somente o médico pode definir essas condutas, baseado na avaliação do seu caso.
      Referências
      O câncer de mama metastático não tem cura. No entanto, o objetivo do tratamento é evitar que a doença evolua e, desta forma, prolongar o tempo de vida com o máximo bem-estar possível. Sem se descuidar do tratamento, muitas mulheres convivem com a doença há anos. O câncer de mama metastático pode ser visto como um problema de saúde crônico, que exige cuidados, medicamentos, apoio e algumas adaptações no seu dia a dia, mas não paralisa a sua vida.
      Referências
      O câncer de mama metastático não está relacionado com o desenvolvimento de outro tipo de câncer. Quando a doença que originalmente estava na mama se espalha para outra parte do corpo, seja qual for, o tumor é formado por células cancerosas da mama, não do órgão afetado.
      Por exemplo, se o câncer atingiu o cérebro, haverá células cancerosas da mama, não do cérebro. Portanto, continua sendo câncer de mama com metástase no cérebro.
      Referências
      O tratamento que você está fazendo já atua para combater novas metástases. No entanto, elas ainda podem acontecer. Não existe uma forma de preveni-las. Por isso, esteja sempre em contato com seu médico, informe qualquer desconforto, por menor que seja, e procure ter uma vida o mais saudável possível.
      Se você tem o hábito de beber ou fumar, procure eliminar o álcool e o cigarro. Em alguns dias, os efeitos colaterais do tratamento são mais intensos, o que pode deixar você indisposta e sem apetite, por exemplo. Mas tenha uma alimentação balanceada e pratique exercícios físicos sempre que puder. Uma simples caminhada já pode ajudar.
      Referências
      ​​​​​​​O tratamento do câncer de mama busca o seu bem-estar e qualidade de vida. Você também pode adotar alguns hábitos que ajudarão a se sentir melhor, como:
      Começar uma terapia complementar: é uma forma de amenizar os efeitos colaterais do tratamento. Acupuntura, ioga e pilates, por exemplo, ajudam a reduzir a ansiedade e o cansaço, enquanto massagem e drenagem linfática promovem relaxamento e eliminam os inchaços, respectivamente. Outra opção é a aromaterapia, com uso de plantas e óleos essenciais, que busca o equilíbrio do corpo e da mente, além de melhorar enjoos e tonturas. Converse com seu médico e veja o que é mais indicado para você.
      Manter as atividades diárias: sempre que for possível, faça suas tarefas do dia a dia, como trabalhar, levar o cachorro para passear, ir ao supermercado ou se dedicar a um hobby. Desempenhar as atividades do cotidiano ajuda você a perceber que é possível ter uma vida ativa e confortável mesmo em tratamento.
      Praticar exercícios físicos: auxilia na sua saúde física e mental com uma série de benefícios. Atua no fortalecimento dos ossos, reduz a ansiedade e aumenta sua autoestima, por exemplo. Busque uma atividade que goste de fazer para que seja algo prazeroso, como dança, natação ou caminhada, mas não se exceda. Faça o que é possível e lembre-se de consultar o médico antes de iniciar qualquer prática.
      Conversar com seu parceiro(a): fale sobre as mudanças que estão acontecendo com você e como isso pode afetar seu desejo sexual. Juntos podem descobrir outras formas de sentir prazer, como explorar partes do corpo que anteriormente eram esquecidas ou experimentar novas posições sexuais. Com apoio e compreensão, você pode sim se sentir atraente durante o tratamento e resgatar a sua autoestima.
      Falar com o psicólogo: o apoio emocional é fundamental para ter qualidade de vida. Converse com o profissional sobre os impactos do tratamento, seus medos, angústias e dificuldades. Ele ajudará você a administrar melhor seus sentimentos e pode mostrar caminhos que você, sozinha, não conseguiu enxergar
      Também é muito importante que você esteja informada sobre tudo que acontece no seu tratamento e tenha confiança no médico e na equipe multidisciplinar que a acompanha. Desta forma, você consegue se sentir mais segura para seguir em frente.
      Referências
      É importante que você mantenha seu peso para prevenir problemas de saúde que possam prejudicar o tratamento do câncer de mama metastático. Tenha uma alimentação balanceada:
      Faça de cinco a seis refeições por dia: procure se alimentar de três em três horas, com café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, por exemplo.
      Coma devagar e mastigue bastante: isso ajudará a digerir melhor os alimentos.
      Beba no mínimo dois litros de líquidos: equivale a oito copos, pode ser água, chá-verde, suco natural ou água de coco, por exemplo.
      Priorize frutas, legumes e verduras: ricos em fibras, vitaminas, minerais, são de rápida digestão, ajudam o seu intestino a funcionar melhor e dão a você energia para seguir com o tratamento.
      Diminua o consumo de sal e gordura: substitua os temperos prontos, como caldo de carne, por salsa, cebolinha, orégano e cebola, por exemplo. Evite frituras, embutidos, como salsicha, linguiça e presunto, manteiga, margarina e maionese. Se for beber leite, prefira o semidesnatado ou desnatado.
      Evite bebidas alcoólicas: aumentam a retenção de líquido no corpo, deixando o corpo mais inchado, já que o tratamento pode causar esse efeito colateral.
      Atenção! Se o médico ou nutricionista receitou uma dieta individualizada, siga à risca. Ele sabe o que é melhor para você durante o tratamento do câncer de mama metastático.
      Exercícios físicos também são indispensáveis. Auxiliam na sua saúde física e mental com uma série de benefícios:
      • Atua no fortalecimento dos ossos, evitando fraturas;
      • Reduz a ansiedade e depressão;
      • Aumenta sua autoestima;
      • Melhora a qualidade do sono;
      • Alivia efeitos colaterais do tratamento, como o cansaço.
      Busque uma atividade que goste de fazer para que seja algo prazeroso, como dança, natação ou caminhada, mas não se exceda. Faça o que é possível e lembre-se de consultar o médico antes de iniciar qualquer prática.
      Referências
      O apoio psicológico é essencial para que você se lide com a mistura de sentimentos que o câncer de mama metastático provoca, se dedique ao tratamento e aprenda a conviver com a doença. Equipe médica, psicólogo, familiares e amigos devem ajudar para que você tenha qualidade de vida. Veja como você pode tornar essa jornada mais confortável:
      Confie na equipe médica: se isso não acontece, você precisa buscar outros profissionais para ficar completamente segura. Desta forma, você poderá tomar as decisões sobre o seu tratamento e seguir em frente.
      Busque suporte familiar e dos amigos: podem ajudar você a adaptar a sua rotina de acordo com o tratamento, auxiliar em alguma tarefa e a valorizar mais os momentos juntos. Eles podem precisar conversar com o seu médico e/ ou psicólogo para se informar, esclarecer dúvidas, desabafar e oferecer o apoio que você precisa.
      Fale com o psicólogo: conversar com um profissional sobre os impactos do tratamento, seus medos, angústias e dificuldades, pode ser libertador. Ele ajudará você a administrar melhor seus sentimentos e a lidar com os percalços que podem surgir.
      Participe de um grupo de apoio: compartilhar a sua experiência com outras mulheres que estão na mesma luta que você gera identificação, não é só você que está passando por esse momento delicado. O grupo de apoio dará a você mais autoestima, força e motivação para lidar com o câncer de mama metastático.
      Referências
      Se surgirem novas metástases, você deve conversar com o médico sobre qual conduta seguir. Ele pode pedir alguns exames para avaliar o local atingido e, a partir de então, apresentar as opções disponíveis para tratar a(s) nova(s) metástase(s). Possivelmente, você trocará o tratamento que está usando atualmente.
      Referências
      Dúvidas sobre o tratamento do câncer de mama
      Mastectomia
      A mastectomia pode ser parcial, quando elimina somente o tumor, ou total, quando o seio é retirado completamente, e muitas vezes a reconstrução da mama pode ocorrer  logo em seguida. Após a cirurgia, você pode sentir:
      • Dor,
      • Inchaço no braço e nas axilas;
      • Hematoma;
      • Limitação nos movimentos do ombro e do braço;
      • Dormência na mama ou no braço.
      ​​​​​​​Radioterapia e quimioterapia
      Os efeitos colaterais da radioterapia variam de acordo com a dose do tratamento, a extensão da área irradiada, o tipo de radiação e o aparelho utilizado. As reações costumam aparecer na terceira semana (podendo variar) e são semelhantes aos desconfortos causados pela quimioterapia, como:
      • Perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos;
      • Cansaço;
      • Alterações na pele, como coceira, vermelhidão e escamação;
      • Fraqueza;
      • Prisão de ventre ou diarreia;
      • Perda ou aumento de peso;
      • Feridas na boca;
      • Queda de cabelo e pelos;
      • Enjoo;
      • Vômitos;
      • Tonteiras.
      Hormonioterapia
      O tratamento utiliza medicamentos que inibem os hormônios femininos que fazem o tumor crescer e pode ter alguns efeitos colaterais, como:
      • Calores;
      • Sudorese noturna;
      • Vômitos;
      • Dor de cabeça;
      • Dor nos ossos.
      Sangramento vaginal e trombose podem acontecer, porém são raros. Nestes casos, consulte imediatamente o médico.
      Terapia alvo e imunoterapia
      A terapia alvo e a imunoterapia atuam diretamente nas células cancerosas. Como as células saudáveis são minimamente afetadas, geralmente não causam muitos efeitos colaterais. Quando ocorrem, são mais brandos, como:
      • Fadiga;
      • Tosse;
      • Vômitos;
      • Afta;
      • Inhaço;
      • Perda de apetite;
      • Prisão de ventre ou diarréia;
      • Alterações na pele, nos rins, na tireóide, nos níveis de açúcar e no sangue
      ​​​​​​​Alguns efeitos mais graves são raros, mas o sistema imunológico pode atacar outras partes do corpo e causar problemas no coração, pulmões, intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios e rins, por exemplo.
      Atenção! Mantenha seu médico informado sobre tudo o que sentir durante o tratamento do câncer de mama. Ele pode prevenir que os efeitos colaterais evoluam e orientar como amenizá-los.
      ​​​​​​​Referências
      O que determinará se você terá que fazer ou não uma mastectomia total, ou seja, retirar a mama toda são as características do seu tumor, o estágio da doença, seu histórico familiar e algumas condições, como sua idade, o status da menopausa, se tem ou não doenças associadas.
      Esse tipo de cirurgia geralmente é indicado quando o câncer já atingiu diferentes partes do seio ou quando a mulher tem alto risco de desenvolver um segundo câncer.
      Vale ressaltar que somente o médico pode definir o tratamento do câncer de mama mais adequado para você, seja a mastectomia ou qualquer outro.
      Referências
      Depende do seu tipo de tratamento e estado de saúde. O afastamento pode ser necessário para recuperação da cirurgia ou quando os efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama estiverem muito intensos, por exemplo.
      Se você tiver carteira assinada, a lei 8213/91 prevê até 15 dias de afastamento para tratamentos de saúde. Após esse período, pode solicitar o auxílio-doença. Se você é autônoma e inscrita no INSS, também tem direito ao benefício. Além disso, você pode ter direito a aposentadoria integral por invalidez, saque do FGTS e PIS/PASEP. Servidores públicos têm regras especiais.
      Mesmo que não precise parar de trabalhar, é interessante conversar com o seu empregador, se for o caso, para que você atravesse esse momento da melhor forma possível.
      Antes de qualquer coisa, converse com o médico sobre seguir com o trabalho ou tirar um período de licença.
      Referências
      Tudo dependerá do seu tipo de tratamento. Se você fizer a cirurgia, precisará ficar um período afastada do trabalho para poder se recuperar. Os efeitos colaterais de alguns tratamentos, como a quimioterapia, podem alterar a sua rotina. Você pode se sentir indisposta em alguns dias e ter dificuldade para se alimentar. A indisposição pode afetar a sua prática de exercícios físicos, por exemplo.
      Por isso, é muito importante que esteja sempre em contato com o médico e a equipe multidisciplinar que a acompanha. No quesito da alimentação, o nutricionista pode sugerir tipos de alimento que sejam mais fáceis para você consumir. Um profissional pode pensar em exercícios mais leves ou interromper a prática até que se sinta melhor.
      Além disso, é necessário ter alguns cuidados durante o tratamento do câncer de mama para preservar a sua saúde, como:
      • Evitar aglomerações, lugares sem ventilação e contato direto com pessoas gripadas ou resfriadas. Procure ir ao cinema em horários alternativos, por exemplo.
      • Evitar comer fora de casa.
      Referências
      O apoio de familiares e amigos é fundamental para o tratamento do câncer de mama. Ao se sentir fortalecida emocionalmente, terá mais confiança para seguir adiante. Veja como podem ajudar você:
      Aceite o carinho e atenção: familiares e amigos querem dar suporte a você e ajudar no que for necessário. Não fique envergonhada!
      Converse: fale com quem você se sentir confortável. Compartilhe seus sentimentos e dúvidas, juntos podem buscar informações e respostas.
      Aceite e peça ajuda: familiares e amigos podem fazer pequenas tarefas do dia a dia quando você não se sentir bem, como levar as crianças à escola, ir ao supermercado ou passear com o cachorro. Se for necessário, também podem acompanhar você em uma consulta ou sessão de tratamento.
      Estabeleça limites: apesar de haver boas intenções, o carinho e a preocupação dos outros podem se tornar cansativos. Portanto, se isso acontecer, converse com seus familiares e amigos.
      Referências
      Perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos: procure comer o que você gosta, alimentos macios que podem despertar o seu apetite. Mastigue bastante e tente variar o cardápio. Converse com o nutricionista sobre a sua dieta e os tipos de alimentos que você deve privilegiar.
      Cansaço: tenha intervalos de descanso entre as atividades do dia a dia. Ao deixar as crianças na escola, volte para descansar e depois vá ao supermercado, por exemplo. Se achar necessário, tire uma licença no trabalho.
      Alterações na pele: a região que recebeu radiação pode coçar, ficar vermelha ou escamar. Diminuir a temperatura do banho ou usar algum hidratante pode ajudar, mas converse com seu médico primeiro.
      Fraqueza: evite esforço em excesso e procure descansar mais ao longo do dia. Peça ajuda para fazer as tarefas do dia a dia.
      Prisão de ventre ou diarreia: alimentos como arroz, queijo, ovos cozidos, purês e banana, ajudam a “segurar” o intestino. Já ameixa, mamão e aveia, por exemplo, tendem a “soltar”. Converse com o nutricionista sobre quais alimentos você deve preferir.
      Perda ou ganho de peso: pode prejudicar o tratamento do câncer de mama. Por isso, fale com o nutricionista sobre quais alimentos consumir para retornar ao seu peso ideal.
      Feridas na boca: sempre escove os dentes depois das refeições e procure usar uma escova com cerdas macias. Privilegie alimentos pastosos, como sopas, e sucos. Alimentos gelados, como sorvete e gelatina, ajudam aliviar o desconforto. Converse com o médico sobre o que está sentindo.
      Enjoo e vômitos: evite pular refeições, pois quanto maior o período de jejum, maior pode ser o enjoo. Procure perceber quais cheiros e alimentos causam o desconforto. Evite alimentos gordurosos e procure fazer refeições leves antes e depois das sessões de tratamento.
      Inchaços: sessões de drenagem linfática manual podem ajudar a diminuir a retenção de líquido, que causam os inchaços, e melhoram a circulação do sangue.
      Atenção! Mantenha seu médico informado sobre tudo o que sentir durante o tratamento do câncer de mama e consulte-o antes de tomar qualquer atitude para reduzir os efeitos colaterais.
      Referências
      O tratamento do câncer de mama afeta você tanto emocionalmente quanto fisicamente. Mudanças no corpo e desconfortos por conta dos efeitos colaterais podem abalar diretamente a sua autoestima.
      Converse com seu parceiro (a) sobre as mudanças que estão acontecendo com você  e como isso pode afetar seu desejo sexual durante e após o tratamento. Juntos podem descobrir outras formas de sentir prazer, como explorar partes do corpo que anteriormente eram esquecidas ou experimentar novas posições sexuais.
      Lembrem-se de que o sexo é uma junção das sensações físicas e psicológicas. Com apoio e compreensão, você pode sim se sentir atraente durante o tratamento e resgatar a sua autoestima.
      Converse com o médico ou psicólogo sobre como lidar com os impactos do tratamento do câncer de mama na vida sexual. Fale sobre seus medos, angústias e tire todas as suas dúvidas.
      Referências
      Desde que siga as orientações médicas, a drenagem linfática manual ajuda a eliminar os inchaços, causados por diferentes tipos de tratamento do câncer de mama, muito comuns nos braços e nas pernas.
      Esse tipo de massagem auxilia na circulação do sangue e diminui a retenção de líquidos, que originam os inchaços em várias partes do corpo. Deve ser feita por um profissional capacitado em qualquer fase do tratamento.
      Referências
      A queda de cabelo e pelos, como cílios e sobrancelhas, acontece por conta da quimioterapia. Alguns hábitos podem ajudar a diminuir o problema, como:
      • Evitar contato com o sol, lugares muito quentes ou frios;
      • Usar chapéus;
      • Usar uma escova de cabelo bem macia;
      • Usar xampu suave ou neutro;
      • Não esfregar o couro cabeludo exageradamente;
      • Secar os cabelos delicadamente e não usar secador;
      • Deixar o cabelo curto.
      Você também pode experimentar a crioterapia, um tratamento ainda pouco conhecido que ajuda a diminuir a queda de cabelo. É usada uma touca gelada, durante a aplicação do tratamento, que resfria o couro cabeludo, impedindo que a medicação atinja a raiz do cabelo.
      Quanto aos pelos, se você faz depilação, converse com o médico antes para se certificar de que não atrapalhará o tratamento.
      Referências
      Confie na equipe médica: se isso não acontece, você precisa buscar outros profissionais para ficar completamente segura durante o tratamento.
      Busque suporte familiar e dos amigos: compartilhar esse momento com a família e os amigos ajuda na sua aceitação da doença e no tratamento, o que pode trazer mais qualidade de vida e auxílio em algumas tarefas do dia a dia.
      Procure um psicólogo: sentimentos como tristeza, raiva, medo, ansiedade e baixa autoestima podem surgir e interferir no tratamento. Busque um profissional para falar sobre seu atual momento e expressar o que sente, sem sofrer qualquer tipo de julgamento.
      Participe de um grupo de apoio: compartilhar a sua experiência com outras mulheres que estão na mesma luta que você gera identificação, não é só você que está passando por esse momento delicado. O grupo de apoio dará a você mais autoestima, força e motivação para seguir com o tratamento do câncer de mama.
      Referências
      Estudos indicam que mulheres com a autoestima em alta se sentem mais seguras e têm maior adesão ao tratamento. Por isso, é fundamental saber conviver com as mudanças no corpo, que podem acontecer por conta dos efeitos colaterais do tratamento.
      A queda de cabelo, o ressecamento da pele, os inchaços, a perda ou o ganho de peso são os efeitos mais comuns que costumam abalar diretamente a autoestima.
      Para tentar diminuir a queda de cabelo, você pode proteger o couro cabeludo com chapéus, usar xampu suave ou neutro, cortar o cabelo curto e experimentar a crioterapia, um tratamento ainda pouco conhecido que ajuda a diminuir a perda dos fios.
      Quanto aos inchaços, uma drenagem linfática manual pode ser uma boa opção. Sobre o ressecamento da pele e a oscilação de peso, o dermatologista e o nutricionista podem orientar você melhor.
      Participar de um grupo de apoio também pode ser um importante passo para resgatar a sua autoestima. Perceber que não está sozinha e se reconhecer em outras mulheres dará a você força e motivação para seguir em frente.
      Converse com o psicólogo sobre todas as mudanças que estão acontecendo. Ele ajudará você a administrar melhor os seus sentimentos.
      Referências
      Técnicas complementares podem ajudar a diminuir os efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama e a resgatar a sensação de bem-estar. Fazem parte de uma nova linha de cuidado, chamada Medicina Integrativa, que trata a pessoa com um todo, não foca somente na doença.
      Acupuntura, ioga e pilates, por exemplo, reduzem a ansiedade e o cansaço, enquanto massagens e drenagem linfática promovem relaxamento e eliminam os inchaços, respectivamente. Outra técnica interessante é a aromaterapia, com uso de plantas e óleos essenciais, que busca o equilíbrio do corpo e da mente, além de melhorar enjoos e tonturas.
      Atenção! Tratamentos complementares são diferentes de métodos alternativos que prometem combater o câncer sem nenhuma comprovação científica.
      Seja qual for a prática complementar, deve ser feita em conjunto com o tratamento convencional indicado pelo médico. Antes de qualquer coisa, converse com ele sobre o tratamento complementar que deseja iniciar.
      Referências
      Faça de cinco a seis refeições por dia: procure se alimentar de três em três horas, com café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, por exemplo.
      Coma devagar e mastigue bastante: isso ajudará a digerir melhor os alimentos.
      Beba no mínimo dois litros de líquidos: equivale a oito copos, pode ser água, chá verde, suco natural ou água de coco, por exemplo.
      Priorize frutas, legumes e verduras: ricos em fibras, vitaminas, minerais, são de rápida digestão, ajudam o seu intestino a funcionar melhor e dão a você energia para seguir com o tratamento do câncer de mama.
      Diminua o consumo de sal e gordura: substitua os temperos prontos, como caldo de carne, por salsa, cebolinha, orégano e cebola, por exemplo. Evite frituras, embutidos, como salsicha, linguiça e presunto, manteiga, margarina e maionese. Se for beber leite, prefira o semidesnatado ou desnatado.
      Evite bebidas alcoólicas: aumentam a retenção de líquido no corpo, deixando o corpo mais inchado, já que o tratamento pode causar esse efeito colateral.
      Atenção! Se o médico ou nutricionista receitou uma dieta individualizada, siga à risca. Ele sabe o que é melhor para você durante o tratamento do câncer de mama.
      Caso tenha algum desconforto, como enjoo ou dificuldade para engolir, veja o que o Coletivo Pink sugere para amenizar[1]  essas sensações.
      Referências
      Veja algumas habilidades que o profissional deve ter:
      Empatia: é necessário que o cuidador tenha uma boa relação com você para que se sinta segura. O profissional precisa se colocar no seu lugar para entender que haverá dias melhores e piores, estar sempre disponível e fazer com que você viva da forma mais normal possível.
      Atenção e organização: o cuidador deve ser uma pessoa organizada para planejar as suas atividades diárias, não misturar medicamentos e lidar com sua agenda de consultas e sessões de tratamento. Além disso, precisa estar atento ao que você sente, ou pelo menos transparece, mesmo que não diga.
      Resolução de problemas: o cuidador precisa ajudar você a lidar com os desafios e problemas que surgem de forma positiva, focada e flexível. É necessário saber envolver você para tomar decisões. O profissional deve ser fonte de força e segurança para você.
      Ser parte da equipe de atendimento: o cuidador deve estar sempre em contato com a equipe médica e ciente de funções, como administrar medicamentos, informar ao médico e aos familiares os efeitos colaterais e possíveis problemas e monitorar a sua resposta ao tratamento do câncer de mama. O profissional deve estar por dentro de tudo que acontece com você, principalmente durante as consultas e sessões de tratamento.
      Você pode contratar o serviço de uma empresa especializada ou pedir indicação de um profissional ao médico ou familiar.
      Referências
      Você pode precisar se afastar do trabalho para se recuperar da cirurgia ou quando os efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama estiverem muito intensos, por exemplo.
      Se você tiver carteira assinada, a lei 8213/91 prevê até 15 dias de afastamento para tratamentos de saúde. Após esse período, pode solicitar o auxílio-doença. Se você é autônoma e inscrita no INSS, também tem direito ao benefício. Além disso, você pode ter direito a aposentadoria integral por invalidez, saque do FGTS e PIS/PASEP. Servidores públicos têm regras especiais.
      Atenção! Você não pode ser demitida por conta do câncer de mama, isso é totalmente ilegal.
      Desde o início do tratamento, é interessante você conversar com o seu empregador, se for o caso, para que atravesse esse momento da melhor forma possível. Você pode precisar chegar mais tarde ou sair mais cedo por conta de uma consulta ou sessão de tratamento, por exemplo.
      Referências
      De acordo com a lei 12.802/13, mulheres que fizeram mastectomia total, retirada completa do seio, têm direito a reconstrução da mama, na mesma cirurgia, pelo SUS. Se não for possível fazer a reconstrução imediata devido a razões clínicas, deve ser feita posteriormente, quando houver as condições necessárias. No entanto, o maior problema no setor público é a demora na realização do procedimento.
      Da mesma forma, a lei 9.656/98 define que as operadoras de plano de saúde têm a obrigação de custear a cirurgia para reconstrução da mama, seja feita imediatamente após a mastectomia ou em outra cirurgia. Fazer o procedimento pelo plano de saúde pode ser mais rápido, se comparado ao SUS.
      Referências
      Alguns tratamentos do câncer de mama, como a quimioterapia, podem afetar a fertilidade. Por isso, é muito importante conversar com o médico sobre as opções disponíveis e as possíveis consequências antes de iniciar o tratamento. Congelar os óvulos pode ser uma alternativa.
      Não há uma recomendação de quanto tempo depois do tratamento do câncer de mama é seguro tentar engravidar. O ideal é falar com o médico sobre o desejo de ser mãe para que ele possa avaliar o seu o caso de acordo com a sua idade, estado de saúde, tipo de câncer mama e modalidade de tratamento realizada.
      Referências
      Somente o médico pode determinar o resultado do tratamento do câncer de mama, baseado no tipo de tumor, nas suas características pessoais e na modalidade realizada. Converse com ele sobre suas inseguranças para que possa mostrar, de fato, o desempenho do tratamento.
      Cuidados paliativos são empregados quando o câncer criou metástase, ou seja, atingiu outros órgãos. O objetivo é dar qualidade de vida à mulher o maior tempo possível, mas esse não é, necessariamente, o seu caso.
      Referências
      Dúvidas sobre a fase posterior ao tratamento do câncer de mama
      Se você recebeu alta do tratamento do câncer de mama, a doença não é mais detectável no corpo, ou seja, você está sem o câncer neste momento. Uma importante etapa foi concluída, mas, em geral, os médicos consideram a paciente curada em média depois de cinco anos sem qualquer manifestação da doença.
      As chances do câncer retornar após esse período da alta são baixas. Até lá, é preciso fazer acompanhamento médico regularmente. Se nada for constatado, depois de cinco anos, as consultas e exames podem se tornar anuais.
      ​​​​​​​Referências
      Ao terminar o tratamento, você poderá voltar a sua vida normal aos poucos, seguindo sempre as orientações médicas e não deixando de fazer o acompanhamento regularmente. Não há evidência de que o tratamento do câncer de mama reduz a expectativa de vida. Pelo contrário, o objetivo principal é prolongar a vida da mulher com o máximo bem-estar possível. Na maioria dos casos, pode curar a doença, principalmente se for detectada precocemente.
      Referências
      Você precisa conversar com o médico para saber o momento mais adequado para retornar ao trabalho. Ele será capaz de avaliar se você já superou os efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama, se tem condições físicas e emocionais para suportar a rotina e se será possível conciliar o seu dia a dia no trabalho com o acompanhamento médico.
      Referências
      Mesmo após o fim do tratamento do câncer de mama, você ainda é considerada paciente imunossuprimida. Aos poucos, as células de defesa voltam ao normal e a sua imunidade melhora, mas não totalmente.
      Portanto, deve manter alguns cuidados, como não se expor muito ao sol e evitar lugares muitos cheios. Ao sinal de qualquer infecção, ainda que seja um resfriado, informe ao médico para que seja logo tratado.
      Também é importante conversar com ele sobre quais precauções deve ter no período de remissão, ou seja, depois de terminar o tratamento.
      Referências
      Não é recomendado consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento do câncer de mama, pois o álcool pode interagir com alguns medicamentos e aumentar os efeitos colaterais. Além disso, interfere na absorção de nutrientes e, se tiver feridas na boca, pode causar irritação e atrasar a sua recuperação.
      Ao terminar o tratamento, converse com seu médico sobre a ingestão de bebida alcoólica. Lembre-se que o álcool é fator de risco para o câncer.
      Referências
      Existem dois tipos de remissão do câncer, a parcial e a completa. A parcial ocorre quando o número de células cancerígenas diminui, ou seja, o câncer regride. Já a remissão completa acontece quando a doença não é mais detectável no corpo. Não são encontrados sinais do câncer nos exames físicos, laboratoriais e de imagem.
      É uma vitória importante. No entanto, os médicos só consideram a cura depois de anos em remissão. Ainda assim, é preciso fazer acompanhamento médico regularmente.
      Referências
      Alguns cuidados podem ajudar a eliminar o inchaço do tratamento do câncer de mama, como:
      • ​​​​​​​Elevação: deixar o braço afetado apoiado em uma posição elevada pode melhorar a circulação do sangue e reduzir o inchaço;
      • Automassagem: fazer círculos suavemente, com os dedos, na axila oposta ao braço inchado e na virilha do mesmo lado contribui para melhor circulação do sangue;
      • Drenagem linfática manual: esse tipo de massagem diminui a retenção de líquido, que causa os inchaços, e melhora a circulação do sangue.
      • Compressão: usar uma luva ou bandagem para comprimir o braço afetado pode amenizar o inchaço;
      • Exercícios: algumas atividades com bastões, por exemplo, também ajudam o sangue a circular melhor e a minimizar o inchaço.
      • Peso no braço: evite pegar peso e dormir em cima do braço inchado;
      • Sol e calor: evite se expor ao sol e a temperaturas altas, como sauna e piscina aquecida. Use protetor solar diariamente.
      Atenção! Antes de começar qualquer prática, converse com o médico sobre o que sente e como acabar com esse desconforto. Qualquer atividade a ser feita deve seguir as orientações médicas.
      Referências
      Alguns tratamentos do câncer de mama, como a quimioterapia e hormonioterapia, podem afetar a fertilidade. Por isso, é muito importante conversar com o médico, antes de iniciar o tratamento, sobre as opções disponíveis e as possíveis consequências. Existem algumas técnicas que podem ajudar você a engravidar, como congelar óvulos ou tecido dos ovários e fertilização in vitro.
      No entanto, antes de qualquer coisa, você deve falar com o médico sobre o desejo de ser mãe para que ele possa avaliar o seu o caso de acordo com a sua idade, estado de saúde, tipo de câncer mama e modalidade de tratamento realizada. A partir dessas informações, ele orientará você melhor e informará quando é seguro tentar engravidar após o fim do tratamento do câncer de mama.
      Referências
      A melhor forma de prevenir a recidiva é diminuir os fatores de risco controláveis do câncer de mama. Por isso, priorize hábitos saudáveis, como:
      • Ter uma alimentação balanceada;
      • Praticar exercícios físicos;
      • Manter o peso ideal;
      • Evitar o consumo de bebida alcoólica e cigarro.
      Além disso, é fundamental que você faça acompanhamento médico regularmente após o fim do tratamento do câncer de mama. Paciente que teve câncer sempre estará em remissão. Consultas e exames médicos devem ser feitos pelo menos uma vez por ano. Ao sinal de qualquer mal-estar, por mais simples que seja, fale com o médico.
      Referências
      É fundamental manter bons hábitos mesmo depois do tratamento do câncer de mama, como ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos, manter o peso e evitar bebidas alcoólicas e cigarro. Além de serem práticas saudáveis para qualquer pessoa, ajudam a diminuir os fatores de risco controláveis do câncer de mama.
      Referências
      Após ser liberada pelo médico para voltar ao trabalho, você pode entrar em contato com o departamento de recursos da empresa ou seu gestor para combinar os detalhes do seu retorno.
      Inicialmente você pode não suportar a carga horária completa ou não se sentir totalmente segura para desempenhar o trabalho sozinha, por exemplo. Por isso, é importante que tenha flexibilidade para se readaptar. Trabalhar em horário reduzido e contar com a ajuda de colegas podem ser algumas alternativas até se sentir plenamente confortável.
      Aos poucos, a convivência no ambiente de trabalho ajudará você a criar autoconfiança, mas é normal ainda sentir alguns desconfortos, como cansaço, dificuldade para se concentrar e falhas de memória. Alguns hábitos podem ajudar você nesse período, como:
      Estar confortável: trabalhar em uma posição agradável ajudará no seu desempenho no trabalho. Se você trabalha no computador, use descanso para os pés, ajuste a altura da cadeira e mantenha a tela na altura dos seus olhos, por exemplo.
      Fazer pausas: esticar o corpo e oxigenar a mente ajudam a manter a energia durante o dia. Beba água ou vá ao banheiro, por exemplo.
      Criar listas: enumerar as tarefas do dia e criar alarmes para reuniões podem ajudar você a otimizar seu tempo.
      Esteja preparada para as mais diversas reações dos seus colegas. Muitos podem ficar felizes com seu retorno, mas outros podem ficar receosos e infelizmente terem algum tipo de preconceito. Não tenha vergonha de falar sobre a doença e sinta-se orgulhosa por ter vencido o tratamento.
      Referências
      O apoio psicológico ajuda você a lidar com os diferentes sentimentos comuns ao fim do tratamento, como insegurança e, principalmente, o medo da recidiva. Além disso, pode amenizar alguns efeitos colaterais ainda presentes por conta do tratamento do câncer de mama, como o cansaço, que pode ser causado pela ansiedade. Por isso, alguns hábitos podem ajudar você, como:
      Conversar com um psicólogo: compartilhar os seus medos e tudo que estiver sentindo com um profissional é muito importante. O simples ato de falar já é benéfico e, neste caso, você pode se expressar sem sofrer qualquer tipo de julgamento. O psicólogo ajudará a você a administrar melhor seus sentimentos e isso trará mais alívio e segurança.
      Participar de um grupo de apoio: falar sobre a sua experiência com outras mulheres que passaram pela mesma luta que você gera identificação. O grupo de apoio dará a você mais autoestima, força e segurança para retomar suas atividades depois do tratamento do câncer de mama.
      Praticar atividades terapêuticas: a acupuntura ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, enquanto a ioga e o pilates atuam no fortalecimento muscular, que pode aumentar a imunidade, além de promover relaxamento. Aromaterapia, com uso de plantas e óleos essenciais, também pode ser uma alternativa.
      Referências
      Você terá que fazer novos exames para o médico avaliar a extensão do câncer atual. Possivelmente, terá que se submeter a uma nova biópsia para verificar se a doença tem ou não as mesmas características do tumor inicial.
      O tratamento do câncer de mama recidivado dependerá das técnicas empregadas no tratamento inicial, do tempo desde o primeiro diagnóstico, da localização da recidiva e as características atuais do tumor.
      Você deve estar se perguntando se conseguirá se curar desta vez. Converse com o médico, tire todas as suas dúvidas e fale sobre suas inseguranças. Assim como no primeiro câncer, você precisa confiar no tratamento.
      Referências